segunda-feira, 20 de julho de 2009

Uma geração cada vez mais isolada, massificada e imbecilizada.



O fenômeno da TV digital e interativa é a tônica do momento.

Já não bastasse os jogos, a chegada da TV digital no celular, com uma grande ênfase dada ao entretenimento (filmes, jogos, programas, novelas etc) pelas grandes emissoras, me causam algumas preocupações.

Acontece, que estas novas tecnologias, em vez de promoverem e desenvolverem a socialização, interação, criticidade e conhecimento, acabam sendo utilizadas como aparelhos de promoção e desenvolvimento do auto-isolamento, da solidão, da massificação e da imbecilização universal do indivíduo.

Como seria bom, se em vez da ênfase no lixo televiso, a programação cultural fosse destacada. O fato, é que não há interesse algum dos poderosos políticos e midiáticos. Se houvesse, o horário nobre na televisão seria recheado daquilo que realmente agrega valores culturais e humanos.

É agonizantemente triste, contemplar, inclusive em países de primeiro mundo, a leitura de bons livros nas rua, nas praças, nos ônibus, nos trens e metrôs, dando lugar, cada vez mais, ao ato de fixar-se num aparelho de celular, para a auto-ingestão do banal, do pobre, do irrelevante, do desprezível.

É absurdamente triste, perceber no ser humano o auto-isolamento, o desprezo ao outro, a negação do olhar, a supressão do sorriso, a retenção da fala, o descaso com a presença, com a vida.

É vergonhosamente triste, ver gente culta e inteligente, fazedores de opinião, envolvidos neste desserviço à humanidade.

Fonte: Pr. Altair Germano.

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